quinta-feira, 18 de agosto de 2011

E no fim, foi mesmo um lindo dia

Depois de uma viagem em família deliciosa, em que estive com tios e primos que amo demais, mas que encontro menos do que gostaria, foi o meu aniversário...sim, uma segundona, logo depois de um final de semana super gostoso!
E como em poucas vezes nessa minha vidinha, não estava empolgada com meu aniversário este ano...até eu esqueci que aquele era meu dia! Estava tão concentrada na saudade da família que acabei abstraindo! Até meus pais e irmão esqueceram - resultado do calor da emoção de pegarmos o avião para São Paulo bem cedo, chegarmos a tempo no aeroporto e todas aquelas coisas que achamos que são pesadelo depois de um ótimo final de semana.
Enfim...o dia foi passando, passei a ter 22 anos e só.
Fiquei horas do meu dia sozinha no escritório, recebendo o carinho de vários amigos pela internet...pessoas que eu nem pensei que fossem falar comigo, outras de quem eu realmente esperava o carinho e uma pessoa, em especial, que me fez chorar, rir e tremer - ok...me fez também mandar mensagem para uma amiga, comunicando o acontecido.
Ele mexeu comigo - de novo.
Na verdade, estava esperando ansiosa o contato...porque sabia que não ia esquecer de mim, mas ao mesmo tempo senti medo do desprezo. Para a minha alegria, recebi seus votos de felicidades e apenas horas depois entendi porque fiquei diferente - aquela "surpresa" mudou a segunda-feira chata.
O dia foi passando, tive amigos e minha família por perto - como de praxe, cantamos parabéns, com direito a bolo, brigadeiros, beijinhos e coca-cola! Tinha também várias crianças fofas que quase caíram em cima do bolo ao me ajudarem a apagar as velinhas! :)
A festinha acabou, eu estava poooodre de cansada e quando deitei na cama, a única coisa que consegui fazer foi chorar... eu chorei, chorei, chorei...até que passou, acalmei. Foi um choro de alívio, que nem sei explicar...tirou um peso enorme das minhas costas e me fez entender que tudo havia passado.
Não sei se o sentimento por "aquela pessoa" já saiu de mim depois de 4 meses sem contato, mas sei que fiz a minha parte, tentei...e passou. Deixou lembranças boas e lindas...mas passou.
Agora tenho a certeza de que estou livre - de coração aberto mesmo, aliviada e feliz por não sofrer mais, por entender que não daria certo e por acreditar que tudo aquilo foi realmente verdadeiro e intenso, mas que como quase tudo nessa vida, teve fim.
Fico filosofando as vezes, mas o que importa mesmo é que nesse tempo todo fiquei tentando me entender, chorando pelos cantos...quando na verdade, precisava de um sinal de que eu ainda tinha esperança em mim mesma... Infelizmente demorei mais do que gostaria para perceber que eu construo a minha felicidade, e mesmo que o sinal tenha vindo através de outra pessoa, chegou em uma hora que eu estava aberta a me entender, conhecer o que me faria bem de verdade - e o quanto eu estava precisando dessa liberdade.
Acordei no dia seguinte, com um ano a mais, uma dor de garganta horrível, mas feliz por ter virado mais uma página do meu livrinho de cabeceira, que conta minha própria história através de uma memória boa, que guardo por aqui.

3 comentários:

  1. Pra quem tinha até esquecido que aquele era o dia do próprio aniversário, até que foi cheio de emoções lindas né?!
    Tão bom quando desabafamos e percebemos que a vida é muito maior do que qualquer pessoa que deixa saudade. O bom foi que, vc começou os 22 anos renovada!!

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  2. é isso mesmo, Ma! entendeu a essência do que senti! :)

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