Meu irmão e um casal de primos em especial - entre tantos que tenho - fazem parte de 90% das minhas memórias de infância.
Na última sexta-feira, nos encontramos para um jantarzinho. Fazia cerca de um mês que nem nos víamos, sendo que todos continuamos morando nas mesmas casas...com a distância de uns 500 metros uma da outra. Ou seja, um absurdo.
E um encontro assim, só nosso - incluindo a namorada do meu irmão e o namorado da prima - não acontecia há alguns anos! Foi tão agradável, divertido, tantas histórias para chorar de rir, que fico me perguntando porque não marcamos essas coisas mais vezes...Nos vemos em festas familiares, onde mal conversamos e acabamos nos contentando com isso.
E o mais legal de tudo é perceber o quanto o tempo passou e o quanto mudamos. Hoje temos, cada um, uma profissão! Coisa que antes só sonhávamos, sem a noção do que era o mundo, das nossas preferências e do quanto é chato ter responsabilidades e virar gente grande - título que almejamos com tanto fervor, nos sonhos de fazer 15, 18 ou 20 anos.
Durante nossa conversa descontraída na sexta-feira, assuntos corriqueiros dos nossos 20 e poucos anos... trabalho, carreira, estudos, planos, futuro, preocupações, relacionamentos, sexo, compromisso, casamento, entre tantas outras coisas sérias e muitas besteiras. Dividimos o que estamos vivendo no momento, algumas histórias engraçadas e ainda, fofocas do restante da família.
Tudo tão diferente da nossa convivência dos anos 90 - pensávamos no quanto não queríamos ir para a escola, e que tínhamos de convencer nossos pais a nos deixarem dormir juntos - o que normalmente acontecia. Aí, o assunto era a brincadeira da vez, qual super herói seríamos nas brincadeiras do gramado, como os meninos iam assustar as meninas e o que faríamos para fugir deles. Planejávamos os verões na praia e também o sol no domingo para montar a piscina no quintal e brincar a tarde toda. No inverno, era vez de adotar as cabaninhas pela casa, atrapalhando o resto da família com os cobertores pendurados na frente da TV.
Era tudo tão bom...dá aquela nostalgia.
Tudo guardado na nossa memória, para quem sabe, comentarmos e morrermos de rir com isso, nesses nossos raros encontros dos quatro - abertos a namorados (as), eu insisto. ;)
Nenhum comentário:
Postar um comentário