Hoje faz um mês que eu voltei para o Brasil...
Na cabeça passa um filme de tudo o que aconteceu comigo em todo esse ano que estive fora...cumplicidade com as amigas, frustações, frio, gargalhadas sinceras, viagens incríveis, pessoas especiais...um quebra-cabeça feito de emoções, ainda vivas em mim. Coisas que talvez eu nem sinta mais.
Na cabeça passa um filme de tudo o que aconteceu comigo em todo esse ano que estive fora...cumplicidade com as amigas, frustações, frio, gargalhadas sinceras, viagens incríveis, pessoas especiais...um quebra-cabeça feito de emoções, ainda vivas em mim. Coisas que talvez eu nem sinta mais.
Há um mês, na Itália, chorava como uma criança que perdeu o
brinquedo porque estava me despedindo de lá...de uma cidade pequena, bonita e
com a melhor família que alguém poderia ter. Pessoas que havia visto 3 ou 4
vezes na vida e que em uma semana se tornaram essenciais para mim...imagina o
que não aconteceu depois de 5 meses de companhia intensiva? Foi um encontro de
muito amor, com os meses mais marcantes da minha vida.
Como boa moradora de uma cidade grande, pensei que fosse
muito difícil morar numa cidade tão pequenininha, que todo mundo chega a se conhecer...
mas não. A cidade me encantou, roubou meu coração e por pouco, a vontade de voltar
pra casa.
Percebi que em cidades pequenas as pessoas são felizes... elas
encontram amigos, os irmãos, os pais, colegas da escola, a professora da
creche, os primos...sem querer. Elas tem tempo de sair e passear a noite, com
segurança. De tomar sorvete na praça com o tio avô, sair da sacada de casa para
conversar com o vizinho, ir na casa da prima ao invés de ligar e dar um
mergulho no mar na hora do almoço. Elas conhecem as pessoas, aproveitam seus
dias e tem uma vida muito mais saudável.
Percebi naquela cidadezinha que as coisas boas da vida são
também as mais simples... encontros, sorrisos fáceis, festas tradicionais. Não
precisa de muito para ser feliz, afinal. O dinheiro nessas horas nem é tão
importante assim... ele ajuda, mas não garante a sinceridade, nem as emoções ou
brilho no olho.
E eu... fui feliz lá. Trouxe muito daquela felicidade comigo,
das pessoas que me ensinaram e ajudaram a entender aquela atmosfera tão linda. A cidadezinha mudou minha vida. Morro de saudade todos os dias, há um mês.
Giu, que lindo isso =)
ResponderExcluirImagino o quanto um ano nessa cidade incrível não deve deixar saudade. Adorei seu texto.
Beijo!
Ah Anni...como vc é fofa!! :) obrigada!!
ExcluirLendo uma coisa dessa eu só penso: São Paulo pra quê?
ResponderExcluirTenho certeza que a cidade era pequeninha, mas seu coração é gigante e a experiência que vc teve maior ainda.
Apesar das saudades que eu tava de vc eu acho que lá, naquela cidadezinha da "bota mundial", vc foi e seria muito feliz, dado o trânsito e as confusões da cidade de pedra.
Como sempre o texto me deixou sem ar e com uma vontade imensa de conhecer Polignano a Mare :)